XX Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO AMBULATÓRIO DE CIRROSE DE UM HOSPITAL DE ENSINO DE VITÓRIA, ESPÍRITO SANTO

Introdução

A cirrose hepática é o resultado patológico final de diversas doenças hepáticas crônicas, tendo como precursor a fibrose para substituição de tecido hepático degenerado e necrosado, levando, assim, à perda funcional do órgão. Sua etiologia é multifatorial e variável, podendo ser desencadeada por álcool, hepatites virais, esteatohepatite não alcoólica, cirrose biliar, colangites, entre outros. A prevalência e a incidência da cirrose na população em geral é de difícil controle, visto que a maioria dos pacientes com o diagnóstico permanecem assintomáticos até o início da descompensação.

Objetivo

Descrever o perfil epidemiológico dos pacientes portadores de cirrose hepática atendidos no ambulatório de hepatologia de um hospital de ensino de Vitória - ES.

Método

Trata-se de um estudo transversal, descritivo analítico realizado em hospital de ensino de Vitória - ES. A coleta de dados ocorreu no período de maio a setembro de 2021, a partir da análise de dados dos prontuários de pacientes atendidos no serviço. Dentre os 300 pacientes acompanhados, constatou-se 103 pacientes com diagnóstico de cirrose hepática, sendo possível acessar 96 prontuários.

Resultados

A amostra final continha 96 pacientes cirróticos, sendo predominante o sexo masculino (62,7%), com idade mediana de 59 anos. A principal etiologia, representada por 38,5% (n=37) dos casos, foi alcoólica, seguida de vírus da hepatite C (16%) e da hepatite B (8%) Em relação às classificações e estadiamentos, a mediana do MELD foi de 11 e a do Child-Pugh de 6 . As descompensações da doença de base também foram estudadas, sendo a mais comum a ascite, evidenciada em 52,1% (n=50) dos pacientes e a hemorragia digestiva alta (HDA) em 33,3% (n=32) dos pacientes. Acerca da profilaxia para HDA, 66,7% (n=64) dos pacientes faziam o uso de betabloqueador. Outro parâmetro avaliado foi o uso de estatinas, o qual apresentou 18,7% (n=18) de prevalência.

Conclusão

O estado do Espírito Santo carece de estudos acerca do perfil clínico epidemiológico dos pacientes com cirrose hepática, sendo de suma importância a realização deste estudo. Diante do perfil dos pacientes analisados, pode-se inferir a prevalência da cirrose alcoólica com manifestações após a quinta década de vida. Além disso, as principais descompensações são ascite e HDA, necessitando-se de medidas profiláticas para evitar o agravo da doença, como uso de betabloqueadores e mudança no estilo de vida. Com essas ações, acredita-se que haja um prognóstico favorável a esses pacientes.

Palavras-Chave

Área

Gastroenterologia - Fígado

Autores

Maria Antonia Lopes de Sousa, Marina Boechat Melado, Felipe Bertollo Ferreira, Ana Paula Hamer Sousa Clara, Felipe Welling Lorentz, Fabiano Quarto Martins, Lívia Zardo Trindade, Mariana Poltronieri Pacheco, João Eugênio Loureiro Lopes, Sara Evelin Penha Gonçalves Soares, Maria Antonia Rocha Fiorott