XX Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

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Dados do Trabalho


Título

Óbitos por neoplasias malignas do estômago : Uma análise epidemiológica da realidade cearense no período entre 2009 - 2019

Introdução

O câncer de estômago foi, em 2020,no Brasil, o quarto mais incidente em homens e, em mulheres, o quinto. Tem como fatores de risco a infecção por H.pylori, carcinógenos na dieta, tabagismo e obesidade. O Ceará é um dos Estados mais assolados por ele, sendo útil a análise de seus padrões de mortalidade a fim de delimitar populações de risco e desenvolver políticas de saúde pública condizentes com a realidade local.

Objetivo

O estudo visa elaborar uma análise epidemiológica da mortalidade por câncer de estômago no Ceará entre 2009 - 2019.

Método

O trabalho, de caráter transversal, retrospectivo e quantitativo, usou dados sobre óbitos por câncer de estômago entre 2009 e 2019 coletados em 2021 do Sistema de informações sobre Mortalidade por meio do DATASUS . Foram analisados os números de óbitos por data, sexo, faixa etária e escolaridade. Integrados esses dados, estimou-se o panorama.

Resultados

No período estudado, no Brasil, ocorreram 154.542 óbitos pela doença, sendo 5,33% (8.243) deles no Ceará. Em 2009, deram-se 680 mortes, número anual de óbitos que permaneceu estável até 2012, tendendo a aumentar a cada ano posterior. Em 2019, foram 849 mortes, um aumento de 25% na quantidade anual entre o primeiro e o último ano do período. Houve predominância de óbitos na faixa etária entre 70 a 79 anos, responsável por 27,3 %(2.254) deles. A porção de indivíduos sem educação formal representou 33% (2.746) dos óbitos, seguida pela faixa de 1 a 3 anos de escolaridade, com 27%(2.251),reduzindo-se as mortes com o aumento do tempo de estudo. Os homens representaram 63%(5190) das mortes em relação à representação feminina, de 37%( 3.053 ). Na faixa de escolaridade de 0 até 3 anos, a diferença entre os sexos aumentou para 65%(3250) de óbitos masculinos e 35%(1747) femininos, diminuindo com o aumento de anos de estudo, chegando na faixa de mais de 8 anos a 55%(518) de óbitos masculinos e 45% (429) femininos.

Conclusão

Conclui-se que, no Ceará, há um grande número de óbitos por esse câncer, tendendo a crescer. O número de fatalidades é acentuado em idades mais avançadas e em faixas de baixa escolaridade. Houve prevalência de mortes em homens, talvez justificada por uma maior exposição aos fatores de risco. A variação nas proporções de mortes entre homens e mulheres de acordo com a escolaridade demonstra que essa exposição predomina em homens com menos estudo. Assim, a análise revela a vulnerabilidade de certos grupos à doença e a necessidade de políticas de saúde estaduais para que se mude o cenário.

Palavras-Chave

Câncer de estômago, Epidemiologia descritiva, Ceará, Óbitos

Área

Gastroenterologia - Estômago/Duodeno

Autores

David Barbosa Duarte Vidal, Luís Eduardo Matoso Vieira, Gabriela Silva Holanda, Matheus Marques Ribeiro, Pedro Lucas Grangeiro de Sá Barreto Lima, Isabela Caldas Borges, Elisa Tavares Diogo de Siqueira, Davi Viana de Oliveira, Milena Melgaço Melo, Levi Costa Carioca, Yves Ramos Costa Beviláqua, Carlos Vinícius Pereira de Souza, Thiago de Sousa Rodrigues, Pedro Vinícius Nogueira da Silva, Sophia Costa Vasconcelos, Pedro Barbosa Duarte Vidal