XX Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

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Dados do Trabalho


Título

Análise e comparação do grupo radiológico de Rezende e o Índice de Massa Corporal de pacientes diagnosticados com megaesôfago chagásico em hospital terciário de Goiânia, GO

Introdução

Desde 1960, o grupo radiológico da esofagopatia chagásica de Rezende vem sendo utilizada para classificar essa comorbidade de acordo com a magnitude da dilatação, atividade motora e tônus do esôfago, sendo o grupo I conceituado com dificuldade de esvaziamento e leve hipotonia até o grupo IV que apresenta dilatação intensa do esôfago. Ademais, sabe-se que os principais sintomas desses pacientes são relacionados à alimentação, os quais são mais frequentes em pacientes do grupo III e IV, podendo ser um fator de risco para esses pacientes terem um Índice de Massa Corporal (IMC) mais baixo se comparados à população em geral.

Objetivo

Analisar a relação entre o IMC e o grupo radiológico de Rezende.

Método

Trata-se de um estudo observacional analítico retrospectivo em que se avaliou os prontuários dos pacientes com megaesôfago chagásico entre os anos de 2010 e 2020 do Hospital das Clínicas da UFG. Foram incluídos pacientes de ambos os sexos maiores de 18 anos e portadores de megaesôfago chagásico. Foram excluídos os prontuários que não continham todos os dados necessários na coleta. Os dados obtidos foram tabulados e analisados pelo Excel, utilizando o Teste t de Student com nível de significância de 5%.

Resultados

Foram analisados no total 337 pacientes que possuem uma média de IMC de 23,44(±4,53). Destes, 102 são do grupo I radiológico, possuindo uma média de IMC de 24,37(± 4,54), 121 são do grupo II com média de 24,20(±4,53), 69 são do III com média de 22,27(± 4,54) e apenas 45 são do grupo IV com média de 21,03 (± 4,59). Ao se aplicar o Teste t de Student para realizar a comparação entre amostras independentes, observou-se diferença significativa entre os grupos I e III, I e IV, II e III e II e IV com um p-valor <0,05. Nos grupos I e II (p=0,39) e III e IV (p=0,07) não houve diferença significativa com p-valor >0,05.

Conclusão

Portanto, há diferença entre o IMC de pacientes dos grupos radiológicos I e II se comparados aos grupos radiológicos mais graves, III e IV. Assim, é evidente que a nutrição de pacientes com megaesôfago deve ser uma preocupação de toda a equipe de saúde, visando uma alimentação que melhore a qualidade de vida dos pacientes.

Palavras-Chave

Doença de Chagas; megaesôfago chagásico; IMC

Área

Gastroenterologia - Esôfago

Autores

Gabriel Baêta Branquinho Reis, Arthur Marot de Paiva, Pedro Henrique de Ávila Perillo , Diogo Henrique Saliba Souza , Joffre Rezende Filho