XX Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

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Dados do Trabalho


Título

A evolução de internações e óbitos por infecções intestinais no Brasil entre 2008 e 2020: Um estudo Ecológico

Introdução

Infecções intestinais constituem um grupo de doenças do trato gastrointestinal associadas à dor abdominal, vômito, diarreia, enjoo e desidratação. Os vetores mais comuns a esses casos são vírus, bactérias ou parasitas. Essa condição é mais comum à realidade de países subdesenvolvidos, além de constituir uma das 10 maiores causas de morte no mundo.

Objetivo

Analisar a variação no número de internações e mortes por gastroenterite no Brasil e suas regiões.

Método

Trata-se de um estudo ecológico da evolução de internações e óbitos oriundos de diarreia e gastroenterite por infecção intestinal presumível, de 2008 a 2020, fundamentado nos dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). Foram tomadas como base de análise e mecanismo de análise de tendências, respectivamente, o Brasil e suas regiões, e o software Joinpoint Regression, com significância de 5%.

Resultados

Foi observado, no período em destaque, um total de 2.078.344 internações pelas causas estudadas, além de um total de óbitos de 14.368. No que se refere às internações foi observado um Annual Percentage Change (APC) de -11.445,61 (p<0,05) indicando queda, uma tendência que ocorreu de forma significativa em todas as outras regiões, sendo mais acentuada de 2019 para 2020, a qual indicou numa esfera nacional uma queda de 39,8%. Em relação aos óbitos, no mesmo período,o Brasil apresentou uma discreta tendência de queda (APC=-2,91; p>0,05), que não foi acompanhada pelas regiões Norte e Sul que tiveram alta, sendo a do Sul a única significativa (APC=+5,07). Semelhante às internações, foi observada uma queda nos óbitos de 2019 para 2020, sendo essa de 32,9%.

Conclusão

É perceptível uma queda nos casos de internações e óbitos por infecções intestinais no Brasil, expressa significativamente na transição de 2019 para 2020. Tal realidade indica a evolução dos fatores de risco associados a infecções gastrointestinais no país, que se associa à gradativa evolução das políticas de saneamento, vigilância sanitária e educação em saúde. Entretanto, faz-se necessário estudar e compreender possíveis empecilhos ao tratamento dessa condição nas regiões Norte e Sul, haja vista as altas nos óbitos. Ademais, é valoroso estudar as possíveis variações da exposição aos fatores de risco dessas condições no período de 2019 a 2020, podendo-se destacar um possível efeito do isolamento social e as mudanças alimentares decorrentes do mesmo, bem como pode ser em decorrência da redução da internação por causas não-COVID.

Palavras-Chave

Infecção Inestinal, Gastroenterologia, Epidemiologia

Área

Gastroenterologia - Intestino

Autores

Victor Emanoel Santos Silva, Emerson Kennedy Ribeiro de Andrade Filho, Gabriel Melo Caldas Nogueira, Pedro Vilar de Oliveira Villarim, Matheus Felipe Muniz da Silva, Edgleide Tiburtino de Oliveira, Isadora de Albuquerque Falcão Feitosa, Raíssa de Azevedo Queiroz, Marcus Vinicius Silva de Paiva