XX Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

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Dados do Trabalho


Título

APRESENTAÇÃO CLÍNICA DO CÂNCER COLORRETAL EM INDIVÍDUOS MAIS JOVENS E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS

Introdução

O câncer colorretal (CCR), terceiro tipo mais comum de neoplasia diagnosticada no mundo e segundo mais frequente em homens e mulheres no Brasil, vem apresentando incidência crescente, principalmente em pacientes com idade inferior a 50 anos, gerando modificação recente na indicação de seu rastreio. Sua apresentação em indivíduos jovens tem comportamento biológico, clínico e patológico relativamente divergente quando comparado a indivíduos mais velhos, tornando necessário o conhecimento de suas características para diagnóstico e terapêutica padronizadas.

Objetivo

Analisar os aspectos clínicos, biológicos e patológicos da apresentação do câncer colorretal em indivíduos mais jovens associado aos seus fatores de risco.

Método

Para realização deste estudo foi feita uma pesquisa de caráter qualitativo, utilizando artigos científicos em português e inglês do período de 2018 a 2021, presentes nas bases de dados SCIELO e Pubmed.

Resultados

O câncer colorretal pode se apresentar em pacientes jovens nos segmentos distais do cólon e reto e geralmente é diagnosticado já em fase avançada da doença. O desenvolvimento precoce pode estar associado a fatores genéticos de predisposição, sob influência de fatores externos como tabagismo, obesidade, infecções, uso de antibióticos e até a própria microbiota intestinal. Em relação aos aspectos biológicos e patológicos, o padrão também vai se alterar, pois, na idade jovem, a biologia molecular do câncer demonstra frequentemente uma instabilidade microssatélite. Além disso, há menor diferenciação celular, com invasão neural e vascular e produção de mucina, relacionando essa apresentação a um pior prognóstico para o paciente. Assim, para indivíduos sem fatores de risco associados, o rastreamento pode reduzir a mortalidade por detectar o CCR em um estágio ainda curável. Logo, sugere-se o rastreamento periódico, iniciando-se aos 45 anos ou 10 anos antes do caso mais jovem na família.

Conclusão

Diante disso, observa-se a importância do conhecimento da apresentação clínica do CCR em pacientes jovens que, apesar de assintomático inicialmente na maioria dos casos, pode se manifestar já com sinais de mau prognóstico. Quando identificados fatores de risco, pode ser possível oferecer diagnóstico antecipado ao paciente, gerando melhor prognóstico. Além disso, o rastreamento em pacientes sem fatores de risco ou história familiar positiva também se torna indispensável para diagnóstico precoce e possível de cura da neoplasia.

Palavras-Chave

Área

Gastroenterologia - Intestino

Autores

Gabriela Simões Alencar , Ana Laura Oliveira Santos Dias Guimarães, Bruna Brito Silva Gonçalves, Karoline Stephany de Campos Gandra, Larissa Maria Almeida Ramos , Marcela Nogueira Chagas Felipe , Tarcísio Gomes Mendes