XX Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

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Dados do Trabalho


Título

ESTUDO DO COMPARATIVO DO COMPORTAMENTO DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE UNIVERSITÁRIOS DE DIFERENTES ÁREAS

Introdução

A prática de automedicação se tornou comportamento extremamente frequente na sociedade brasileira, inclusive com uso até indiscriminado. Esta atitude inadequada pode ter como consequência efeitos imprevisíveis e indesejáveis, podendo ser origem de outras enfermidades, mascarar doenças evolutivas, ou possibilitar resistência contra patógenos quando do uso de antimicrobianos demandando medidas preventivas desta prática.

Objetivo

Avaliar a incidência de automedicação entre acadêmicos das áreas da saúde e humanidades de instituições de nível superior, e analisar a correlação entre a automedicação e seus efeitos colaterais.

Método

Estudo prospectivo, observacional, com amostra populacional definida por conveniência, correspondendo a alunos de instituições de ensino superior das áreas de ciências biológicas (medicina e enfermagem) e humanas (direito e administração) em fases inicial e final dos cursos, utilizando-se de questionários estruturados.

Resultados

Foram aplicados questionários presenciais aos alunos do primeiro e último anos dos cursos de medicina, enfermagem, direito e administração, correspondendo a 74,21% e 76,66% dos matriculados na áreas de humanas da saúde, respectivamente. Dos 321 participantes, 209 (65,1%) do sexo feminino. Automedicação foi observada em 311 (96,3%). A comparação entre os cursos observou que Medicina e Enfermagem tiveram maior índice de automedicação no início do curso (98,8% e 95,8%). Nos cursos de Direto e Administração os índices foram pouco menores, porem elevados (95,2% e 93,9%). Ao final dos cursos a totalidade da amostra se automedicava exceto os alunos de Direito (87,8%). Os anti-inflamatórios corresponderam a 74,3%, com efeito colateral em 12,9% (dentre eles: náusea - 43,3%, queimação - 40%). Para controle desses efeitos foi observada automedicação em 56,7% dos alunos, utilizando inibidor da bomba de prótons (76,4%), Bloqueador dos receptores H2 (23,5%), Antiemético (17,6%), Antiespasmódico (17,6%), Antiácido (11,7%) e Analgésico (11,7%), podendo haver respostas múltiplas.

Conclusão

O controle de prescrições legalmente adotado tem efetividade limitada. É o que se observa à luz destes dados. Este problema social e comportamental tem reflexos na população de nível superior que, mesmo tendo acesso a informação adequada, utiliza-se de instrumentos terapêuticos de forma arriscada e indevida, em larga escala, independentemente de sua formação acadêmica.

Palavras-Chave

Automedicação; Universitários; Efeitos Colaterais; Anti-inflamatórios.

Área

Gastroenterologia - Miscelânea

Autores

Larissa Pregnolatto La Gamba, Laís Figueira Bandoli, Ricardo Filipe Alves da Costa, Joao Luiz Brisotti