XX Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

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Dados do Trabalho


Título

CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL NACIONAL DE INTERNAÇÕES HOSPITALARES POR NEOPLASIA MALIGNA DE FÍGADO E VIAS BILIARES INTRA-HEPÁTICAS AO LONGO DE UMA DÉCADA (2011 A 2020)

Introdução

A neoplasia maligna de fígado se trata de um tumor incomum, tendo sua causa bastante relacionada com a cirrose hepática (98% dos casos) no território brasileiro. As neoplasias de vias biliares são consideradas raras, nas quais o paciente apresenta um quadro sintomatológico variado e, quando identificadas já apresentaram estágios mais avançados da doença. As duas comorbidades, em conjunto, são a terceira causa de mortes no mundo.

Objetivo

Caracterizar as internações por neoplasia maligna de fígado e vias biliares em território brasileiro

Método

Estudo descritivo e transversal, com abordagem quantitativa, realizado a partir de dados obtidos por meio do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), plataforma de registros associada ao DATASUS, do Ministério da Saúde. Foram coletados dados acerca das internações referentes aos cânceres de fígado e de vias biliares intra-hepáticas no período de 2011 a 2020 no Brasil

Resultados

Entre 2011 e 2020, o número de internações por neoplasia de fígado e vias biliares intra-hepáticas foi de 87.269. Ao se analisar por regiões do país, a região Sudeste abrange a maior parte das internações, 42. 354, seguida pela região Sul 20.329, Nordeste 17.140, Centro-Oeste 4. 549 e o Norte com 2.897. A avaliação por faixa etária permite detectar a idade como importante fator de risco para a incidência desta neoplasia, pois, a maioria dos internados tinham idade acima de 50 anos (79,4%). Quanto ao sexo, observou-se maior prevalência de internações masculinas, (56,2%), do que femininas, (43,8%). Indivíduos autodeclarados brancos são mais numerosos, (47,7%); seguidos pardos (29%); “sem informação” respondem por (17,8%); pretos (4,1%); amarelos (1,2%); e indígenas (0,04%). O total de óbitos por neoplasia maligna de fígado e vesícula biliar nos últimos dez anos foi de 20.482. A taxa de mortalidade no Brasil é de 23,47, sendo que a maior taxa está em indivíduos incluídos em “sem informação” 27,16; seguido por cor preta 25,33; cor parda 24,03; cor amarela 23,72, indígenas 22,86 e por último de cor branca, 21,58.

Conclusão

Percebe-se, portanto, que o câncer de fígado e vias biliares apresenta uma alta taxa de mortalidade e heterogeneidade, de acordo com o perfil populacional de cada região. Observou-se uma exposição maior desta doença em indivíduos acima de 50 anos, evidenciando a necessidade de ações de saúde preventivas direcionadas a esse público.

Palavras-Chave

Neoplasia; Fígado; Gastroenterologia

Área

Gastroenterologia - Fígado

Autores

MATHEUS DA SILVEIRA MAIA MAIA, Adriano de Oliveira Vieira Vieira, Davi Viana Melo de Farias Farias, Daniel Miranda de Souza Nascimento Nascimento, Thiago Henrique de Aguiar Sousa Sousa