XX Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

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Dados do Trabalho


Título

PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL EM TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DE UM HOSPITAL TERCIÁRIO DO NORDESTE BRASILEIRO

Introdução

A doença inflamatória intestinal (DII) representa um grupo de afecções intestinais inflamatórias crônicas idiopáticas. As duas principais são a doença de Crohn (DC) e a retocolite ulcerativa (RCU). 7-10% permanecem sem definição e integram a categoria denominada colite não-classificada (CNC).

Objetivo

Avaliar o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes com doença inflamatória intestinal em tratamento farmacológico acompanhados no serviço de Gastroenterologia do Hospital Geral de Fortaleza - Ceará, Brasil

Método

Foram incluídos 198 pacientes acompanhados no serviço de Gastroenterologia do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) durante o período de coleta dos dados (ano 2020). Os dados foram obtidos mediante utilização de questionário preenchido pelo autor da pesquisa a partir da revisão de prontuários e/ou da entrevista do paciente ou responsável legal em consultas ambulatoriais no HGF.

Resultados

Dos 198 pacientes, 119 (60,2%) eram do sexo feminino e 79 (39,8%) eram do sexo masculino; A média de idade dos pacientes com RCU foi de 52,9, com DC de 45,5 e com de CNC 46,3 anos; 52 (26,2%) pacientes tinham histórico de tabagismo. Desses, 16 (8,0%) portadores de DC, 34 (17,2%) RCU e 2 (1%) CNC; Dos pacientes com DC, o acometimento ileocolônico foi o mais comum (43 pacientes - 21,7%) . Entre os pacientes com RCU, acometimento mais comum foi pancolite (35 pacientes - 17,6%). Dos 6 portadores de CNC, 4 (2%) apresentavam pancolite e ileíte terminal. Dos pacientes com DC, 35 (17,6%) apresentavam fenótipo inflamatório como o mais comum. Entre os pacientes com DC, as medicações mais usadas foram azatioprina (16,6%) e adalimumabe (16,1%). Dos pacientes com RCU, as mais usadas foram mesalazina (28,7%) e sulfassalazina (18,1%) . Dos 6 portadores de CNC, 3 (1,5%) estavam em uso de mesalazina, 2 (1%) em uso de azatioprina e 2(1%) em uso de infliximabe.

Conclusão

A maioria dos pacientes com DII em seguimento na Gastroenterologia do HGF no período analisado eram mulheres, portadores de RCU e com faixa etária média de 50 anos. Histórico de tabagismo foi mais prevalente entre pacientes com RCU. Pacientes portadores de RCU, em sua maioria, tinham pancolite e faziam uso de mesalazina ou sulfassalazina. Entre os pacientes com DC, o acometimento ileocolônico foi o mais frequente, e as medicações mais usadas foram azatioprina e adalimumabe. O uso de biológicos foi mais frequente em portadores de DC.

Palavras-Chave

Doença Inflamatória Intestinal; Doença de Crohn; Retocolite Ulcerativa

Área

Gastroenterologia - Intestino

Autores

RHAMON BARROSO SOUSA, SILVIA ROMERO PINHEIRO, ANDREA BENEVIDES LEITE, FRANCISCO SÉRGIO RANGEL DE PAULA PESSOA, MARIANA ROLIM FERNANDES MACEDO, GARDÊNIA COSTA CARMO, TICIANA MARIA LAVOR ROLIM