XX Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

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Dados do Trabalho


Título

Perfil clínico-epidemiológico dos pacientes com doença de Crohn em dois centros de referência do Estado da Bahia

Introdução

A incidência e prevalência da doença de Crohn (DC) vem em ascensão ao longo dos últimos anos em todo mundo, e a prevalência no Brasil é estimada em 36/100.000 habitantes. Estudos descrevendo o perfil de pacientes com DC no Brasil ainda são poucos e restritos a determinadas regiões do país.

Objetivo

Descrever o perfil epidemiológico e clínico de pacientes com diagnóstico de DC acompanhados nos dois ambulatórios de referência para tratamento de doença inflamatória intestinal do Sistema Único de Saúde do Estado da Bahia.

Método

Trata-se de um estudo de corte transversal baseado em um questionário aplicado aos pacientes portadores de DC e revisão dos seus respectivos prontuários, entre os anos de 2019 e 2021. Foi aplicada a classificação de Montreal.

Resultados

Foram avaliados 220 pacientes, 50,9% do sexo feminino, 79,1% proveniente da zona urbana, 86,4% de etnia negra ou parda e 10,9% tabagista. A faixa etária mais comum ao diagnóstico foi entre 17 e 40 anos (67,7%), seguida dos acima de 40 anos (26,8%) e abaixo de 16 anos (5,5%). Em relação à localização, 45,4% dos pacientes apresentam doença colônica, 30,7% ileocolônica e 23,9% ileal. O comportamento mais frequente é o inflamatório (75,9%), seguido do estenosante (12,3%) e o penetrantre (11,8%). A doença no trato gastrointestinal superior associada foi observada em 15,5% e a doença perianal em 27,7%. A maioria dos pacientes já foi hospitalizado em decorrência da DC (79,1%), sendo que em 79,9% este internamento foi no primeiro ano após o diagnóstico. Uma grande parte foi submetida a algum procedimento cirúrgico (49,8%), sendo o procedimento mais comum a colocação de sedenho (34,9%), seguido da fistulectomia perianal (31,2%) e hemicolectomia direita (25,7%). Em relação ao tratamento medicamentoso, 74,4% utilizaram corticoide por descompensação da DC, 58,2% usaram ou usam imunobiológico e 87,7% imunossupressor.

Conclusão

A amostra descrita caracteriza-se por pacientes que representam o perfil epidemiológico do local do estudo. A gravidade do quadro clínico pode ser atribuída ao fato do estudo ter sido realizado em centro de referência. Possivelmente, pacientes atendidos em serviços com outras características podem apresentar diferente perfil epidemiológico e de gravidade.

Palavras-Chave

Doença de Crohn, Epidemiologia, Bahia

Área

Gastroenterologia - Intestino

Autores

CAROLINA DA SILVA BEDA SACRAMENTO, CANDIDA OLIVEIRA ALVES, MARINA PAMPONET MOTTA, REGINALDO FREITAS FERREIRA, PEDRO DE ALMEIDA SILVA, MARIANA NERY ANDRADE, RAFAEL MIRANDA BARBOSA, VITOR BRANDÃO VASCONCELOS, VITOR DAMASCENO ANDRADE, RENATA NOBREGA CORDEIRO LIBERATO, LARISSA DO PRADO PALMIRO, BERNARDO WASCONCELLOS THIARA, EDUARDO MARTINS NETTO, ANDREA MAIA PIMENTEL, FLORA MARIA LORENZO FORTES, JACIANE ARAUJO MOTA FONTES, NEOGELIA PEREIRA DE ALMEIDA, VALDIANA CRISTINA SURLO, GENOILE OLIVEIRA SANTANA SILVA