XX Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES PORTADORES DE RETOCOLITE ULCERATIVA ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO DE GASTROENTEROLOGIA NO PERÍODO DE 2016 A 2020.

Introdução

A Retocolite Ulcerativa Inespecífica (RCUI) é uma doença idiopática caracterizada por episódios recorrentes de inflamação da mucosa do reto associada, em algumas ocasiões, também a acometimento das porções proximais do cólon, de forma contínua.

Objetivo

Analisar o perfil epidemiológico dos pacientes portadores de RCUI acompanhados em um Ambulatório de Gastroenterologia no período de janeiro de 2016 a dezembro de 2020.

Método

Este estudo foi realizado com uma abordagem observacional e retrospectiva feita através da análise de prontuários eletrônicos de 18 pacientes portadores de RCUI acompanhados no ambulatório do departamento de gastroenterologia entre 2016 e 2020. As variáveis categóricas foram dispostas segundo suas proporções em frequências absolutas. A associação entre as variáveis independentes foi tecida por estatística inferencial, com a utilização do teste Exato de Fisher, devido a quantidade amostral, considerando o nível de significância a 5% com o p value < 0,05.

Resultados

Dentre o perfil dos pacientes estudados na presente pesquisa, 72% eram do sexo feminino, e a maior incidência da doença ocorreu entre as 3ª e 4ª décadas de vida, com 33% e 39%, respectivamente. Os sintomas guias predominantes na primeira consulta foram dor abdominal em cólica (65%) e hematoquezia (59%). Apenas 18% possuíam manifestações extra intestinais, sendo em grande parte hepatobiliar. 28% dos pacientes eram tabagistas. Em relação à extensão de acometimento da doença, prevaleceram a proctite isolada e a pancolite, ambas com 28%. Quanto ao tratamento empregado, 56% dos pacientes estavam em uso de aminossalicilatos, seja em sua forma isolada ou com associações, enquanto 11% usavam glicocorticoide isoladamente e, 5% faziam uso de imunobiológicos, como adalimumabe e infliximabe. Por fim, 78% dos participantes deste estudo estavam em remissão clínica maior que seis meses. Não houve significância estatística entre as relações sexo e extensão da RCUI (p=0,440), tabagismo e remissão (p=0,250) e, a presença de comorbidades com a extensão clínica (p=0,372).

Conclusão

Esta pesquisa visa somar às demais produções científicas existentes acerca do tema, para corroborar positivamente na realização do diagnóstico precoce, instituição de tratamento específico, melhora do prognóstico e qualidade de vida dos pacientes portadores de RCUI.

Palavras-Chave

Proctocolite; Epidemiologia; Classificação; Prognóstico.

Área

Gastroenterologia - Intestino

Autores

Vitória Felice Camargos, Thayoana Nathalia Siqueira, Marcella Pinheiro Brandão , Amanda Reis Silva, José Rubens de Andrade