XX Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

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Dados do Trabalho


Título

ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DAS INTERNAÇÕES POR DIARREIA E GASTROENTERITE INFECCIOSA NO CONTEXTO DA COVID-19

Introdução

A gastroenterite infecciosa é uma das doenças que mais acomete pacientes em todo o mundo, segundo a OMS, ocorrem cerca de 2 bilhões de casos por ano, sendo a principal causa de morbidade e mortalidade de origem infecciosa. Além disso, 18% de todas as mortes de crianças com menos de cinco anos são decorrentes da diarreia. Dessa forma, com o advento da pandemia da COVID-19, os sintomas gastrointestinais estão presentes em 45% dos pacientes diagnosticados com o novo vírus e em 5% dos casos, apenas estes sintomas são apresentados.

Objetivo

Análise das internações por diarreia e gastroenterites infecciosas no período de 2015 – 2020.

Método

Estudo ecológico, descritivo, realizado por meio de dados secundários sobre as frequências anuais de morbidade hospitalar disponíveis no SIH/DATASUS. As variáveis estudadas foram sexo, cor/raça, faixa etária, taxa de mortalidade, região, média de permanência.

Resultados

Durante os anos estudados ocorreram 705.269 registros de casos no país. No ano de 2020, resultou 0,7% de todas as internações hospitalares registradas e decréscimo de 30% comparado aos anos anteriores. A região com maior número de casos foi a região Nordeste com 41,7% durante todos os anos. Observa-se permanência hospitalar média de 3,2 dias constantes no intervalo de tempo, similar em 2020. Considerando o gênero, o sexo feminino foi o mais atingido com 52%, equiparado também com ano da pandemia COVID-19. Quanto à faixa etária, destacou-se entre 1 a 4 anos de idade, com 25,5% no ano de 2020 e anteriores. A cor parda constou maior número de internações com 50,6%. Em relação ao óbito, apesar de a quantidade absoluta ter reduzido 30% comparado entre 2015-2019, a taxa de mortalidade durante a pandemia, aumentou em relação aos últimos 5 anos, indo de 0,91 para 1,17/100.000 hab.

Conclusão

Entre o ano de 2020 quando comparado aos anos de 2015-2019 houve notória mudança diante todo cenário vivido e sua recorrente transição de padrão pelo novo vírus, principalmente no aumento da mortalidade por gastroenterite, apesar de o perfil socioepidemiológico não ter sofrido alterações. Sendo possível inferir uma provável justificativa pelo isolamento social e a diminuição da disseminação de patógenos que afetam o TGI e menor procura por atendimento médico. Dessa forma, é fundamental que mais estudos sejam realizados para aprofundar conhecimentos e melhorar qualidade de vida, administração e alocação dos recursos em saúde durante e após essa pandemia.

Palavras-Chave

Covid-19, Gastroenterite, Epidemiologia

Área

Gastroenterologia - Intestino

Autores

Scarlat Marjory Oliveira Moura, Alessandra Tosta Dias, Taina Santos Oliveira